quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Espera

Não espere que eu espere. Esperar é para quem tem esperança e, se esperança  fosse algo bom não estaria escondida justo na caixa de Pandora.

Nada aprendi da tão feminina arte da espera. Meus filhos são prematuros. Meus amores quedaram-se prematuramente.

Nas sábias palavras de Cazuza, "o tempo não para" (exceto no vácuo infinito de um beijo, ou de um orgasmo)...tampouco, eu. Nem para esperar.

Se quero, quero agora. Amanhã posso não querer mais. O tempo me ensinou a "desquerer" quem não me quer com rapidez precisa.

Se o desejo em mim queima ao acordar, talvez ele adormeça antes do meio dia.

Não espero. Não crio esperanças. Sei bem o que elas comem...devoram a gente de dentro para fora.
Quando você percebe, já está vazio. E eu estou cheia demais de vazios...

À esperanças e expectativas, prefiro criar porcos.

Esperanças e expectativas não dão bacon e fazem mais estrago do que os porcos.




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