Minha morte é branca,
alva como a folha,
alvejada no Lettes,
alvejando meu peito,
seco, do leite branco
que um dia foi vida.
Minha morte é branca
como a memória dos velhos
que esqueceram tudo...
até de morrer,
e ninguém os avisou
que já partiram, em vida.
Minha morte é branca
como papel não reciclado,
virgem das palavras
que gestam a vida.
Minha morte é branca
porque o branco
nada absorve
tudo reflete,
nada aprende.
Minha vida é negra
pois tudo absorve,
digere, gera
e aprende
até que degenere,
e encontre
o apagamento
da morte.
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